(Re)começo

Não, hoje não é o primeiro dia deste blog. Portanto nada de champagne, fogos de artifício ou beijos à meia-noite por aqui. Pelo menos não hoje vai.

Culpa da dona, que o criou e largou às traças virtuais, num cantinho empoeirado de preguiça. Mas ela finalmente criou vergonha na cara e resolveu (tentar) fazer algo decente em sua aparência e escrever alguma bobagem. Bingo! Uma coisa a menos pra (não) cumprir da lista de resoluções de Ano Novo.

Desmazelos à parte, a partida (finalmente) foi dada, portanto hey-ho-let’s-go. Caso haja um juramento dos blogs, prometo que vou (tentar) escrever algumas  besteiras aqui, soltar uns desabafos ali, desafogar o trânsito de ideias naquele canto à direita e esse tipo de coisa. Prometo falar sobre tudo e sobre nada, tentando trazer sempre alguma música que encaixe (im)perfeitamente com o momento e/ou leitura, sempre inspirada por Clarice e seu modo único de sentir (e fazer com que sintam também) o mundo.

Esse é, então, o começo meio mambembe deste espaço, que chega assim, meio calado, meio tímido, com um sorriso torto, ávido pra mostrar aos poucos seu infinito particular.

Já que não tem ritual de inauguração de blog, que tal uma comemoração de primeiro post? Certo, isso vai soar ligeiramente egocêntrico, mas aí vai um brinde em grande estilo ao primeiro post de Culpa da Clarice:

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

Anúncios

2 opiniões sobre “(Re)começo

  1. Cara sócia,

    Tenho cá uma definição: as pessoas se limitam pelos seus extremos! Da ponta do seu fio de cabelo até o dedo do pé! Da ponta do seu mindinho da mão direita, passando pelo seu tronco até chegar ao mindinho de sua mão esquerda!
    És esta pessoa que pode assim se delimitar.

    És quem pensa tuas ideias e vive tuas aventuras, vive em teu mundo da lua e convida para uma visita à teu mundo aqueles de quem você gosta. Viaja, dá risada… sozinha ou junto de quem te (des)entende!
    És bela, és morena, és formosura esculpida em carne, defeitos e virtudes. És riso, és boa companhia, és puro sorriso pois me disse que gosta de ironia! Irônico, não!? Não sei, assim julgo!

    Julgo-te companheira de loucuras que despertam loucuras! Se um dia te disserem que és normal, desconfie pois pode ser louco aquele te te acha sã! Mas pois assim muito bem, são ambos os dois loucos varridos nesse sanatório de gente viva!

    E aqui me despeço, sentindo-me um palhaço de um teatro… mágico talvez… que pensa e declama alto ao pé de teu ouvido um sussurro! Fico aqui esperando por novas aventuras, momentos onde a hora da estrela se faça brilhar, como a primeira estrela a aparecer no entardecer do céu!

    Att,
    Sócio

    Curtir

  2. “E sem dúvida o nosso tempo… prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser… Ele considera que a ilusão é sagrada, e a verdade é profana.”
    Guy Debord

    “Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário.”

    “Se liberdade significa alguma coisa, é o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir.”
    George Orwell

    “Tal é a finalidade de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social ao qual não podem escapar.”
    Aldous Huxley

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s