Estranheza

Canção Pra Não Voltar – A Banda Mais Bonita da Cidade

Esses dias têm andado estranhos. Já não lembro de você com tanta frequência, tampouco o desejo da tua presença tem me feito queimar. São Paulo deixou de ser um dia nublado e de garoa fina, e seu timbre parou de me acordar sorrindo no meio da noite. É, que estranho.

Meus impulsos reivindicaram seu merecido descanso e o mel, quem diria, petrificou. Já fui avisada que o bumbo está em manutenção por tempo indeterminado, portanto as pernas estão em estado constante de alerta com ordens claras para não deixar que nada sequer ouse suspirar ou tremer. Realmente, estranho.

Até tive vontade de te ligar rindo de uma piada nossa qualquer, mas acabou que ela morreu na metade do percurso até o telefone. Parecido com aquele sorriso de canto que insistia em dar as caras sempre que lembrava de você. Estranho.

Acho que isso tudo é um jeito do meu corpo dizer que chega, enough is (finally) enough, ponto final. Cada dia do seu silêncio foi feito vacina, e agora sou imune à sua presença, passo batido pelo seu charme, desvio do seu papo. Te mudei de “o” pra “um”, de “ele” pra “aquele”, de taquicardia pra linearidade. Pois é, estranho. Mas sabe o mais estranho de tudo? Já não dói.

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