De volta

“Back to Black”, Amy Winehouse

Sinto vergonha. E não é pouca, quem dera fosse: tem o tamanho exato de quatro meses de lápis batendo em mesas, olhos contemplando espaços em branco, cursores piscando e dedos frustrados.

São quatro meses faltando à terapia sem nem ligar para dar um bom motivo. Quatro meses de garganta fechada, peito apertado, abstinência de palavras e carência de parágrafos.

Quatro meses. Quatro meses do mais puro bloqueio da criação, do sentimento, da efeverscência do sangue e da inquietude das ideias. Quatro meses do vácuo, do nada, do menos um. Quatro meses.

Mas, voltei. Esse é (ou parece ser) o retorno das minhas férias forçadas, do meu recesso nada planejado. Cheguei, Clarice, tô aqui. E, dessa vez, prometo que não vou me deixar escapar tão cedo. Dessa vez, voltei.

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Uma opinião sobre “De volta

  1. Todo mundo precisa de um tempo recluso. Com a vida exigindo demais, querendo demais, correndo demais, a nossa mente simplesmente chega no limite e não produz mais. Fica de greve.

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