Caderno Azul #4

“You Ain’t Alone”, Alabama Shakes

O entrave é tamanho que começo as coisas pelo meio, aos solavancos e atravessadas.

The city of lost balloons

Parece cada vez mais difícil espiar pela porta desse infinito particular, sair de debaixo das cobertas do comodismo e enfrentar o vento do desconforto e da incerteza. Mas, eu tento. Eu vou lá e me empurro para os desconhecidos, me atiro para as ondas de conversas arenosas e me afundo em assuntos movediços.

Ninguém vê dificuldade nisso, é natural estar até os joelhos de pessoas – sou eu só e só eu, que penso em todas as cores e só verbalizo em escala de cinza. Eu, que me distraio tanto narrando milhares de filmes no meu cinema interno, que acabo por esquecer minhas falas de protagonista da vida.

Proponho, então, um brinde. Um brinde de uma taça só aos introvertidos. Um brinde sem pé e com cabeça na lua. Um brinde que termina no começo. Um brinde, assim como era uma vez esse texto.

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