Caderno Azul #5

“Lucky”, Kat Edmonson

Gostar de alguém é um troço bom.

Aquela sensação gostosa de ter por quem acordar, o momento de ar suspenso que antecede o primeiro beijo, todos aqueles sorrisos bobos que insistem em sair sem aviso prévio…

Gostar de alguém é um troço doido. Aquele amontoado de palpitações, as infindáveis noites de insônia – de dúvida, de constatação, de lembrança e saudade, – o estômago que revira de ansiedade e você ali, achando que descobriu a última e definitiva maravilha do mundo… Muito doido.

Gostar de alguém irrita. Todas aquelas manias, o mau-humor desavisado, a mensagem deixada passar, mas como que ele foi esquecer justo o aniversário de 4 meses e 7 semanas de namoro?! Argh.

Tudo isso para finalmente entender que gostar de alguém é uma das maiores aventuras e dádivas da vida. Uma fonte inesgotável de descobertas, mas também um exercício diário de paciência (e persistência). Mas você encara, prefere fincar os pés nas nuvens e se agarrar com todas as forças naquele abraço, no seu abraço, que, ainda que dure 30 segundos ou a vida toda, será sempre eterno, sempre nosso. Porque você tem todas as razões e liberdade para abrir mão desse alguém, mas escolhe ficar para mais umas cervejas enquanto sorve mais daquele sorriso seu, que artista nenhum jamais será capaz de reproduzir fielmente ainda que dedique toda sua carreira a isso.

É, gostar de alguém é mesmo um troço maravilhoso.

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